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quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Contador de Histórias



O filme narra a trajetória de um dos maiores contadores de história do mundo, desde a sua infância pobre até o seu estágio como professor. 

É o perfeito exemplo de como uma intervenção pedagógica correta pode mudar a vida de alguém. Pena, que há recursos tão limitados para isso nesse país, muita coisa deve ser revista, bem como o próprio ECA que marginaliza nossos jovens ao invés de ensinar-lhes a responsabilidade que eles tem para com a sociedade em que vivem. 

Como educadora, eu sou a favor da redução da idade penal DESDE QUE aliada à um programa eficaz de reabilitação do jovem, para quando ele retornar à sociedade. 

Amor e educação não é apenas passar a mão na cabeça de um educando quando ele faz coisa errada por compreender a sua trajetória de vida até ali, amar e educar é ensinar ao jovem que ele será realmente livre e feliz, o dia em que conseguir repousar em paz, sabendo que não sobreviveu àquele dia passando por cima de alguém, tirando vantagem, roubando, estuprando ou matando. 

O amor à vida, ao próximo e a si mesmo devem ser resgatados o quanto antes, e essa é uma tarefa que compete à FAMÍLIA, em primeiro lugar, e ao ESTADO. 

Afinal, são eles ou não o futuro do nosso país?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Atividades Lúdicas e o Ensino de Ciências

1. INTRODUÇÃO

Esse trabalho tem como objetivo principal, mostrar que a ludicidade pode ser aplicada ao ensino das Ciências no Ensino Fundamental, sem que com isso a disciplina perca a sua importância mediante as demais.
Foi desenvolvido um jogo especialmente para esse fim, baseado em outros já lançados, e que notoriamente fazem sucesso entre jovens e adultos.
Esse jogo é o Quiz, que nada mais é do que jogo de perguntas e respostas onde vence o grupo ou pessoa que responder a mais perguntas que o seu adversário.
Esse tipo de jogo foi escolhido por ser altamente estimulante já que faz parte da natureza humana o gosto pela competitividade e pelo querer mostrar ser mais do que os outros, então, nada mais justo do que canalizar essa “energia” toda em uma atividade com cunho pedagógico, onde o principal objetivo é a assimilação do conteúdo temático em administração.
O cuidado que se deve ter, entretanto, é o de não perder o foco da atividade, estar sempre no controle da classe para que a meta seja atingida a contento.



2. DESENVOLVIMENTO

Como auxiliar de ensino para a disciplina de Ciências no Ensino Fundamental, sugerimos um jogo tomando por base um conhecido jogo de perguntas e respostas que poderá ser usado a qualquer tempo pelo docente.
Esse jogo simples e dinâmico fará com que os alunos mantenham-se focados no Tema abordado, principalmente se antes de passa-lo o professor anunciar que o jogo será marcado, por exemplo, para a aula seguinte.
Sabendo da possibilidade de haver um jogo, se a aula for bem, os alunos com o objetivo de vencer a partida tenderão a prestar mais a atenção nas falas do professor, sendo nesse momento a chance que o docente tem de prender seu interesse para o assunto apresentado utilizando não somente a velha didática expositiva, mas também outras metodologias criativas que farão da aula um período, no mínimo, interessante aos olhos do alunado.
O cuidado que se deve tomar é o de não conscientizar o aluno da importância pedagógica daquele momento lúdico, deve-se enfatizar o brincar, o divertir, o “quem sabe mais ganha”, pois quando se tira a ludicidade do jogo, o mesmo deixa de ter qualquer importância ou sentido para a criançada, pois eles já estudaram e agora eles querem brincar. O professor nessa hora não poderá deixar transparecer que aquela será uma aula como as outras e sim uma aula “especial”, um “dia diferente”, termos que animam as crianças, pois saem da rotina da lousa-carteira do dia-a-dia.
A criança deve ser instigada constantemente a querer saber mais e mais e a querer, por si só, procurar respostas às suas perguntas, isto é, deve ser estimulada a pesquisar por meio de livros (principalmente), boas revistas e por último a internet já que como diz o ditado: “Não devemos por a carroça na frente dos bois”, não desmerecendo a importância da tecnologia, visto que ela está aí para nos auxiliar, mas é imperativo que, antes de tudo, os alunos saibam bem como manusear livros reais antes dos virtuais.
A seguir, então, descrevo a atividade sugerida com as instruções de como aplica-la e suas possíveis variações, lembrando que cabe ao professor decidir a melhor maneira de usa-la em sala.

Quiz Ecológico

Material:


  • 1 saquinho de pano com 12 fichas amarelas e numeradas de 1 até 12;
  • 1 saquinho de pano com 4 fichas sendo, 1 vermelha, 1 azul clara, 1 branca e 1 verde;
  • 12 cartões com perguntas sobre “Animais da Terra”, com o verso vermelho;
  • 12 cartões com perguntas sobre “Animais da Água”, com o verso azul claro;
  • 12 cartões com perguntas sobre “Animais do Ar”, com o verso branco;
  • 12 cartões com perguntas sobre “Plantas”, com o verso verde;

Como jogar:


  1. Dividir a classe em grupos;
  2. Pedir que uma criança de cada grupo sorteie uma ficha do saquinho e o grupo daquela criança que tirar a ficha com valor maior começa o jogo. Se houver mais de dois grupos, o próximo será o que tiver a ficha de valor imediatamente menor à primeira e assim por diante;
  3. Depois com todas as fichas numeradas dentro do saquinho e as coloridas em outro começa o jogo pedindo para que cada criança tire uma ficha numerada e uma colorida, a combinação do número com a cor será o cartão com a pergunta que o grupo deverá responder;
  4.  Ganha o grupo que obtiver mais pontos.

Variações:

Esse é um jogo que pode ser confeccionado pelo próprio professor, com materiais simples, reciclados, incentivando, inclusive, a importância do reaproveitamento do lixo urbano.
As perguntas são feitas de acordo com o Tema que está sendo ministrado, logo, o professor pode ter uma coleção de cartõezinhos abordando vários assuntos para ser usado em momentos próprios.
Por ser um jogo competitivo, isso desperta o interesse e a vontade de ganhar a partida, inata no ser humano, então quando o professor usa esse jogo como um auxiliar tanto como método de ensino-aprendizagem quanto como avaliação da turma, ele obterá respostas imediata de seus alunos, de qualquer faixa etária.

3. CONCLUSÃO

Vários estudos em relação ao fato de que a ludicidade aliada ao ensino resulta em uma aprendizagem mais eficaz e significativa e, nossas próprias experiências pessoais não podem refutar essa afirmação, pois não me lembro de nenhum momento em que professores que usaram de jogos e/ou brincadeiras em sala para ensinar algo, tenha caído em meu total esquecimento.
O simples fato é que, foram usadas artimanhas que fizeram com que o tema ensinado tivesse algum tipo de sentido para nós e partindo daí, conhecendo os alunos, os professores bolavam piadas, brincadeiras e desafios que nos instigavam a “mostrar para ele” que a gente conseguia sim, coisa do tipo “Duvido que você consegue...”, mas, como dito anteriormente, adequando o desafio à faixa etária da classe.
Essa mudança de “ares” faz bem ao cognitivo e ao emocional da classe e do professor, inclusive, sendo uma ótima oportunidade de integração social, estreitamento de laços afetivos e relaxamento o que além de proporcionar uma ótima sensação de bem estar, ajuda a dar à criança o sentido do saber, do descobrir, do pesquisar, do xeretar por bons motivos.
Tal sede de informação, inata ao ser humano, que se mostra mais forte quando ele é muito jovem ainda deve ser preservada a todo custo e, esta é uma das tarefas do docente em sala de aula, que não só pode como deve lançar mão da ludicidade como ferramenta de trabalho na sua profissão.



4. REFERÊNCIAS

TRIVELATO,Silvia Frateschi.Ensino de Ciências.In:Atividades lúdicas e ensino de Ciências – A biodiversidade como exemplo.SP:CENGAGE Learning,2011,p.115-133.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

POLÍTICA EDUCACIONAL X REALIDADE

1. INTRODUÇÃO


A lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 trata de um documento sancionado em Brasília no dia 20 de Dezembro de 1996 pelo, então, Presidente Fernando Henrique Cardoso tratando exclusivamente dos direitos e deveres entre Estado, profissionais da educação e família no que diz respeito ao assunto da oferta de ensino em todos os níveis para a população brasileira, sem distinção qualquer, de gênero, etnia, cultura, opção sexual ou casos de inclusão.
O documento possui ao todo, noventa e dois artigos distribuídos em nove títulos onde estão estipuladas as normas que regem desde a Educação Infantil até a Educação Superior, incluindo Educação Especial, Educação Profissional, Educação de Jovens e Adultos, Profissionais da Educação, Recursos Financeiros, entre outros.
No que diz respeito à qualidade da Educação a ser oferecida, há espalhado pelo documento alguns artigos, os que mais me chamaram a atenção foram:
Art. 3º - que fala sobre a base de princípios em que o ensino será ministrado, como, igualdade, liberdade de aprender, liberdade cultural, de pensamento e arte, pluralismo de ideias, gratuidade do ensino público e garantia de qualidade desse serviço;
Art 28º, 78º e 79º - garante o direito de adaptação do currículo para as comunidades rurais e indígenas. Neste segundo caso, a alfabetização na língua nativa da tribo deverá ser feita em conjunto com a língua Portuguesa.
Já em relação aos profissionais da educação há um título inteiro que aborda esse tema que é o Título VI abrangendo os artigos 61º até o 67º. Neles estão especificadas as normas que garantem aos profissionais da educação a necessidade mínima de qualificação para o exercício da função, ingresso em cargos públicos por meio de concursos, valorização da categoria, formação continuada, condições adequadas de trabalho, horários reservados para estudos entre outros.



2. POLÍTICA X REALIDADE


Infelizmente para o nosso futuro, hoje, a qualidade da educação em nosso país está muito aquém do que deveria. Não há pelo governo um interesse tão comprometido e melhorar esse sistema. É muito falatório e pouca ação, tudo política e plano de governo em época de eleição.
O sistema educacional na teoria diverge totalmente da realidade e num país em que nem o governo trata com respeito essa área, como querer ter respeito dos demais cidadãos? Num país onde infelizmente tudo acaba em “pizza” e o sentimento de impunidade grita ensurdecendo nossos pensamentos, como fazer a juventude crer em princípios nobres como honra, honestidade e retidão? Elementos essenciais para que uma educação seja não só bem sucedida mas semeada em bom campo?
Ao ver a juventude do jeito que vai, percebo que alguns docentes não se esforçam em lecionar com a paixão antiga, não apenas por conta das dificuldades financeiras que atravessam ou da desvalorização de sua categoria, mas porque não creem que jogar pérolas aos porcos seja uma boa atitude (palavras já ditas na minha presença por um professor de ensino médio depois de 20 anos de magistério). Isso desanima qualquer um.
Vendo pelo lado do jovem que chega à escola dando de cara com professores desmotivados, que sequer estão comprometidos a justificar o pouco que ganham, e olha que no meio dos tomates amassados há sempre algum que dá para salvar, perdem também o interesse e aquele que poderia fazer a diferença na vida um do outro acaba se perdendo nesse caos. Infelizmente, também, já tive o desprazer de ouvir aluno da rede pública reclamar que não teve aula.
Agora vamos analisar com olhos paternos. Realmente é de chorar entregar seu filho aos cuidados de uma escola onde: muito dos alunos são violentos, alguns dos professores são omissos e as condições físicas do prédio são caóticas. O que os pais podem esperar de uma escola toda pichada, com mobiliário parecendo sucata, lousas precisando de conserto, etc.? Como eles poderão acreditar na boa qualidade da educação que está sendo oferecida? Na capacidade dos professores, sim, porque para eles, e aqui estamos tratando das camadas mais desinformadas, os professores são os culpados, são eles que têm que dar o jeito. Eles simplesmente não entendem, querem apenas o que lhes é de direito e, em parte têm razão, só precisam saber para quem reivindicar.


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Há que se achar um “m.d.c.” nessa equação para tentarmos equilibrar a situação no intuito de, pelo menos, melhorar um pouco essa baderna.
Fácil? Claro que não. Nada que seja fácil é durável, respeitado e valorizado, mas enquanto os lados envolvidos ficarem cada qual no seu canto parlamentando com os seus, ao invés de se reunirem, colocarem as cartas na mesa e decidirem realmente traçar uma estratégia que mude totalmente esse roteiro, nada acontecerá.
Isso é fato.
Além de leis, diretrizes, emendas e coisa e tal, deve haver ação, pois palavras o vento leva, mas é a ação que faz o homem e muda a trajetória de toda uma sociedade.
A pergunta é:

Existe realmente a vontade de mudar esse cenário?






4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.


SANTOS, Pablo S. M. B. dos. Guia Prático da Política Educacional no Brasil: Ações, Planos, Programas e Impactos. São Paulo: Cengage, 2012.

Todos os links acessados em 30/05/2013.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O DIREITO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA À EDUCAÇÃO

Caso Caio

“(...) Caio tem sete anos e é autista. Hoje ele estuda em uma
escola regular, junto com alunos que não têm deficiência. “As
tarefas são todas adaptadas para as dificuldades do Caio e tem
uma auxiliar de classe só para ele”, afirma a mãe do garoto, Marli
Zotesso Moretti.
Mas ela conta que não foi fácil conseguir uma vaga. “Antes de
conseguir nesta escola eu tinha procurado em duas que me
negaram a matrícula dizendo que não tinham estrutura para
cuidar de uma criança autista e que se sobrasse alguma vaga
eles poderiam me chamar futuramente, sendo que eu já estava lá
para fazer a matrícula”, lembra Marli.(...)”

(Fonte: <http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/08>.
Disponível em: <https://docs.google.com/open?id=0B1lfOtr2UHEbnBTR0JvdWM4OVU>.
Acesso em: 29 out. 2012.)


Introdução


A inclusão é, ainda, um tema um tanto quanto polêmico em diversos setores da sociedade, mas não se pode negar, em hipótese alguma que, é direito garantido pela Constituição o acesso à educação, em escolas regulares do Ensino Infantil até o Superior, a todos os cidadãos portadores ou não de necessidades especiais.

Porém apesar do óbvio fica claro, em muitos casos, que falta preparo no acolhimento desses cidadãos e, até mesmo, por que omitir, boa vontade no atendimento a esses casos. Ainda vivemos em uma sociedade que não eliminou de todo a segregação de sua cultura, pois de nada adianta aceitar um aluno com necessidades especiais e deixa-lo sem assessoria durante o dia letivo, simplesmente dando atividades de pequena importância que de nada valem para o seu desenvolvimento. Ou então, tratar esse aluno de uma forma tão diferenciada, com tanto zelo e presteza que o segrega dos demais alunos, dando aos outros a impressão de eles são de menor importância.

Sobre a Inclusão e Alguns Artigos


Uma inclusão de sucesso ocorre quando é encontrado o ponto de equilíbrio entre esses dois extremos. Onde a escola consegue adequar sua metodologia de maneira que o tratamento de todos os alunos seja igual. Difícil, com certeza, por isso muitas escolas ainda não aceitam o desafio.
Escolas que ignoram completamente o que dita a LDB 9394/96 que discorre sobre esse assunto no Capítulo V do mencionado documento.

Começando pelo Art. 58 que diz: “Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.”. Essa lei por si só já deveria ser a pedra fundamental de uma escola igualitária, de uma escola com uma educação realmente democrática, onde todos são beneficiados.

O Art. 59 em sua integralidade reza que: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:

I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica, para atender às suas necessidades;

II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados;

III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;

IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;

V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.” Nada mais, nada menos que um passo a passo de como fazer uma escola onde a inclusão seja feita de forma tão natural que nem chega a parecer inclusão e sim uma simples recepção de alunado.

Estudo do Caso Caio


No caso de Caio, acima relatado, as escolas que o negaram, perderam muito em resistir a adaptar-se. Uma porque isso é obrigação delas, outra porque traz benefícios tanto para a escola em si, tratando-se de formação continuada, subsídio para adaptação das instalações do imóvel, oportunidade de ensinar aos alunos desde cedo que todos somos iguais, porém, diferentes em certos pontos, pois nunca devemos esquecer de que estamos em constante aprendizagem enquanto respiramos, e quanto mais experiências vivenciamos, mais lições adquirimos.

A mãe de Caio por sua vez poderia ter insistido na matrícula uma vez que, a Lei garante esse direito ao seu filho, e caso a escola continuasse a negar ela tem a Delegacia de Ensino para fazer valer os direitos da criança, o que daria provavelmente à instituição certa dor de cabeça por ter esse órgão em constante vigilância e ser obrigada a fazer todas as adaptações e mudar a rotina na qual estava já habituada. Sinceramente, se me permite uma opinião particular, fez bem a mãe de Caio ao procurar outra instituição mais interessada no assunto. A criança saiu ganhando.

Considerações


O ser humano ainda não chegou ao nível de civilização suficiente para suprir todas as necessidades de seus pares e embora poucos acreditem que isso acontecerá um dia, creio que em certos setores, em alguns lugares do planeta haverá uma época em que a palavra segregação escolar será tão absurda quanto Poliomelite nos dias de hoje.

Utopia? É claro que não, acredito que é questão de tempo e de conscientização, afinal o presente está melhor que o passado e as crianças de hoje, que convivem com essas melhorias, serão os adultos de amanhã.


 Referências Bibliográficas




LDB 9394/96, arquivo pessoal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Palavras Cruzadas Numerais Cardinais e Ordinais

Ontem, xeretando a internet, achei umas atividades interessantes de matemática para o Ensino Fundamental e decidi postá-las aqui, pois trata-se de atividades que estão à disposição do público que acessa o site que mencionarei no rodapé desse post.

São atividades de palavras cruzadas que ensinam aos alunos a escrever corretamente os numerais cardinais e ordinais e os ajudam também com cálculos simples como podem ser vistos a seguir.

Esperem que gostem.









Referência:
http://susana.migsus.com/drupal/node/29


"Aprender e Ensinar Matemática no Ensino Fundamental"



Aprender e ensinar matemática no ensino fundamental


Andréa Meira Lima Peres – RA 189705
Pedagogia 5º MA
Professora Maria da Penha Tessarini


Resumo

Este trabalho é a síntese de parte do conteúdo dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática para o Ensino Fundamental, onde é abordado quais são as necessidades, objetivos e possíveis métodos na aplicação desse assunto, para os docentes designados à execução dessa tarefa.

Serve para auxiliar, instruir e nortear os temas que devem ser tratados sempre levando em consideração a necessidade do aluno frente à sociedade na qual estão inseridos.

Palavras-chave: Matemática. Ensino Fundamental. PCN.


1. Introdução

O processo do ensino da matemática abrange algumas variáveis importantes, tendo como principais envolvidos o aluno, o professor e o saber matemático.

Como pontos importantes nesse processo, temos a necessidade de conhecer as principais e básicas características dessa ciência, o nosso público-alvo e a diversidade didática que envolve essa disciplina, para que se obtenha, no fim, o objetivo almejado.

Nos dias de hoje, com a gama de informações existente, os educandos já não são tão passivos quanto antes, eles necessitam de uma metodologia de ensino que os privilegiem, e a escola que optar por fazer dessa necessidade o seu carro-chefe obterá, sem dúvida, resultados maravilhosos.

Uma matemática interdisciplinar que “faça sentido” ao aluno, além de prazerosa, torna mais eficaz a compreensão e auxilia na formação de um cidadão questionador, crítico e analista.

Um professor comprometido com o ensino de uma matemática dinâmica e interdisciplinar deve, não apenas conhecer teorias metodológicas mas, também, possuir conhecimentos de sua história, o que sem dúvida ajudará no processo ensino-aprendizagem. O conhecimento transmitido não será apenas um monte de regras memorizadas e posteriormente esquecidas.

O modelo tradicional de ensino no qual o professor apresenta o “ponto” e o aluno o reproduz de acordo com o passo-a-passo do mestre caiu por terra mostrando a sua ineficácia perante o fato de que o aluno realmente não compreendeu o que lhe foi passado.

A consciência de que o aluno não é uma folha em branco e possui saberes prévios, coloca-o no centro do processo ensino-aprendizagem, reinventando o papel do professor que passa de simples transmissor de conhecimento para o de incentivador, organizador, mediador e controlador do que está sendo ministrado, auxiliando seus discentes na aquisição e formulação de hipóteses e conclusões.

Outra interação tão importante quanto a do professor com o aluno é entre os educandos, desempenhando um papel muito importante na formação cognitiva e emocional de cada indivíduo.

O fato de poderem trabalhar em grupo, ajudando e apoiando um ao outro, compartilhando experiências, promove além da habilidade de interagir coletivamente, o amadurecimento no campo da pesquisa por melhores resultados, o saber expressar-se e ouvir o outro, a argumentação e a compreensão e formulação de resoluções e conclusões.

“Essas aprendizagens só serão possíveis na medida em que o professor proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar ideias.” – (PCN MATEMÁTICA, pg.31)

2. Alguns caminhos para “fazer matemática” na sala de aula

Não há uma fórmula mágica para ensinar matemática, mas há algumas possibilidades que podem ser trabalhadas pelo docente, tais como:

  • O recurso à resolução de problemas que busca que o aluno a partir de uma situação-problema, elabore um ou vários procedimentos de resolução, comparando os resultados obtidos com os dos colegas e formando, por fim, a sua conclusão validando o método usado para chegar até ele;
  • O recurso à história da matemática onde é apresentado ao aluno o fato de que a matemática é uma área de conhecimento criada pelo homem, para a solução de problemas ocorridos durante a sua trajetória desde os primórdios da humanidade, satisfazendo a curiosidade do como surgiu, para que surgiu e de que modo surgiu, facilitando o entendimento do aluno sobre algo que, muitas vezes, para ele, não fazia sentido algum;
  • O recurso às tecnologias da informação não podem, de forma alguma, deixar de existir na realidade do ensino da matemática, visto que estamos numa era em que o acesso à informação é amplo e ocorre, muitas vezes, em tempo real. São ferramentas que podem ajudar e muito o aluno e o professor como apoio para o ensino da matemática, fonte de aprendizagem e ferramenta para desenvolvimento de habilidades específicas nessa área. A tecnologia pode ensinar o aluno a aprender com os seus erros, trabalhar coletivamente trocando suas produções, comparando-as e construindo conceitos;
  • O recurso aos jogos largamente usado pelos docentes é um facilitador na aprendizagem que se adquire de forma lúdica, privilegiando o cognitivo, o emocional, o moral e o social de cada criança estimulando cada vez mais o raciocínio lógico.

Os objetivos gerais do ensino da Matemática para o Ensino Fundamental abrangem que o aluno possa identificar os conhecimentos matemáticos que facilitarão a sua convivência com a comunidade, fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos, resolver situações-problema, comunicar-se matematicamente, estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos, sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos e interagir com seus pares de forma cooperativa.

A seleção dos conteúdos que devem compor o currículo do ensino da Matemática, devem ser pensados a partir da necessidade da sociedade brasileira contribuindo para o desenvolvimento intelectual do aluno, lembrando que no futuro, esse conhecimento permitirá ao cidadão lidar com informações recebidas diariamente.

Dentre os conteúdos que devem ser abordados no Ensino Fundamental estão os conceitos de:

  • Números e operações: que permitirá ao aluno conhecer os vários tipos de representação numéricas existentes e algoritmos simples e complexos (equações), para que servem e quando podem ser utilizados;
  • Espaço e forma: que contribui para a aprendizagem da matemática pois, é a partir das noções geométricas que o ensino é executando, estimulando a criança a observar, perceber semelhanças partindo da exploração dos objetos do mundo físico atingindo outras áreas de conhecimento;
  • Grandezas e medidas: por estar presente no nosso cotidiano, o ensino de grandezas e medidas torna-se essencial nos primeiros anos do Ensino Fundamental e sua abordagem pode e deve alcançar todas as áreas de conhecimento, trabalhando deste a sua história até a sua aplicação nos dias atuais;
  • Tratamento da informação: abrange noções de estatística que leva o aluno a construir procedimentos de coleta, organização, comunicação e interpretação de dados obtidos; noções de combinatória onde o aluno lida com situações-problema que o estimula a lidar com combinações, arranjos e permutações; e noções de probabilidade cuja principal finalidade é fazer o aluno compreender que grande parte dos acontecimentos cotidianos são de natureza aleatória.

Selecionados os conteúdos, a sua organização deve respeitar certos critérios como: a variação de conexões que podem ser estabelecidas entre os diferentes blocos, proporcionando ao aluno a compreensão fundamental de cada item dos diferentes blocos; o tipo de ênfase que deve ser dada a cada item; e o nível de aprofundamento dos conteúdos em função das possibilidades de compreensão dos alunos.

3. Avaliação em matemática

Levando em consideração o fato de que mudou o pensamento do ensino de Matemática, deve-se, também, considerar uma mudança no método de avaliação dessa disciplina.

Um exemplo bem adotado de avaliação são as chamadas fichas de mapeamento onde são registradas as atitudes dos alunos frente aos conteúdos apresentados, tarefas, trabalhos, postura em sala juntamente com as provas.

Tão importante quanto avaliar o avanço do estudante é avaliar também os erros cometidos por ele, que auxiliam o docente a descobrir se a sua metodologia está ou não dando bons frutos, e com isso planejar a intervenção que deverá ser tomada para auxiliar o aluno a avaliar o caminho percorrido.

4. Conclusão

Os Parâmetros Curriculares Nacionais nos mostram que a realidade no ensino da Matemática para alunos do Ensino Fundamental mudou drasticamente nos últimos anos, levando os docentes a considerar o aluno como detentor de uma história e de conhecimentos prévios que não devem jamais ser ignorados e sim usados em favor deles.

Uma matemática mais voltada à realidade dos alunos, que faz sentido, oferecida de forma lúdica pode e deve ser usada cada vez mais, objetivando o ensino eficaz de uma disciplina que alcançará a vida toda da pessoa que está sendo formada em sala de aula.




5. Referência Bibliográficas